Desmobilização de Obras: como encerrar projetos de forma eficiente?


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O fechamento de projetos de construção depende de uma desmobilização de obras eficiente. Essa etapa é de extrema importância no ciclo de vida de qualquer empreendimento. Ela envolve uma série de atividades que visam encerrar adequadamente todas as operações relacionadas à execução.

Durante o processo, é necessário remover todas as estruturas temporárias. Além disso, é preciso realizar a retirada de equipamentos, resíduos e ferramentas que foram utilizados.

A eficiência neste processo traz vantagens significativas para as empresas e para o setor. O que contribui para a otimização dos insumos utilizados, permitindo a reutilização de recursos em futuros projetos. Isso reduz custos e evita a necessidade de adquirir novos itens.

Além disso, uma desmobilização de obra eficiente resulta em economia de tempo. A finalização rápida e organizada evita a prolongação de atividades desnecessárias. Isso possibilita que a equipe envolvida seja liberada para novas construções, maximizando a produtividade de todo o negócio.

Fora todos esses fatores, realizar esta etapa também abrange questões relacionadas à sustentabilidade, como a destinação correta de matéria-prima e a adoção de práticas ecológicas. Entenda mais sobre o assunto a seguir:

O que é desmobilização de obra e qual a importância?

A desmobilização de obra é crucial para a conclusão adequada de projetos de construção. Além de economizar recursos e evitar custos adicionais, o processo contribui diretamente para evitar atrasos, reduzir desperdícios e preservar a reputação da construtora. 

Esta etapa consiste em uma série de atividades realizadas após concluir a execução, visando desativar estruturas temporárias, remover equipamentos e materiais, resolver obrigações legais e financeiras, e finalizar todas as operações relacionadas à obra. Sua realização traz uma série de benefícios, sendo extremamente importante para as empresas.

Como explicado na introdução, ela contribui para a economia de insumos. Ao reutilizar itens em futuros projetos, evita-se o desperdício e reduz-se a necessidade de adquirir novos produtos a cada empreendimento. 

Além disso, uma desmobilização eficiente é essencial para evitar custos adicionais e atrasos desnecessários. Portanto, quando as atividades de desativação não são realizadas de maneira adequada, você pode ter problemas como a necessidade de prolongar contratos de aluguel de equipamentos ou locais de armazenamento, multas contratuais e outros encargos.

Outro impacto negativo é o desperdício de recursos. Materiais, equipamentos e estruturas temporárias que não são desmontadas corretamente acabam sendo descartadas de maneira ineficiente. 

Quais recursos precisam ser desmobilizados em uma obra?

Na desmobilização da obra, diversos materiais precisam ser gerenciados. Abaixo, segue uma breve explicação de cada um deles:

  • Equipamentos e maquinário: nesta etapa, você deve desmontar todos os recursos utilizados, verificar suas condições, realizar manutenções e providenciar a devolução ou realocação.
  • Insumos de construção: durante o processo, é importante avaliar o que sobrou, identificar quais podem ser reutilizados, realizar o armazenamento e providenciar a destinação correta dos materiais não utilizados.
  • Sobras de matéria-prima: é essencial fazer a limpeza do local, realizar a correta separação dos resíduos para reciclagem ou descarte, e cumprir as normas ambientais e regulamentações locais.
  • Estruturas temporárias: na desmobilização, desmontar estruturas, garantir a segurança durante o processo, avaliar sua reutilização e providenciar a remoção adequada é essencial para o comprimento de todo o processo.
  • Mobiliário e instalações provisórias: é preciso desmontar e remover todo o mobiliário, providenciar a devolução ou realocação e garantir a restauração do local utilizado como escritório ou áreas administrativas.
  • Documentação e registros: é preciso arquivar e organizar todas as informações de forma adequada para futuras consultas e auditorias.
  • Pessoal e mão de obra: faça também o encerramento de contratos, pagamento de salários e benefícios pendentes, devolução de equipamentos de segurança e ferramentas pessoais, e o desligamento dos funcionários de acordo com as normas trabalhistas.

Dicas de como realizar a desmobilização de obras

Confira abaixo 5 dicas para te ajudar na etapa de desmobilização de obra:

1. Planejamento

Realizar um planejamento detalhado é fundamental para todo o processo. Isso envolve definir as etapas e prazos, identificar os recursos envolvidos, estabelecer responsabilidades e garantir que todas as atividades sejam conduzidas de forma ordenada.

2. Avalie os ativos e faça um inventário

É importante que você avalie os ativos do projeto, como equipamentos, materiais remanescentes e estruturas temporárias. Fazer um inventário completo permite identificar quais recursos podem ser reutilizados em suas edificações futuras.

3. Gerencie contratos e fornecedores

Durante a desmobilização de obra, é necessário gerenciar contratos e fornecedores de forma adequada. Isso inclui encerrar acordos de locação de equipamentos, resolver pendências financeiras, coordenar a devolução de insumos e equipamentos alugados, além de garantir a conclusão de obrigações jurídicas e legislativas.

4. Trate adequadamente dos resíduos e da demolição

É importante que você separe os resíduos para reciclagem, quando possível, e descarte corretamente os materiais que não podem ser reaproveitados. Além disso, se houver necessidade de demolição de instalações, essa etapa deve ser planejada e executada de forma segura e adequada.

5. Encerre licenças e autorizações

Ao concluir a construção, lembre-se de encerrar todas as licenças e autorizações necessárias. Isso inclui cancelar registros de alvarás, certificados de conformidade e outras autorizações. Dessa forma, evita-se problemas futuros e cumprem-se as obrigações legais.

Sustentabilidade na desmobilização de obras

A desmobilização de obras não se resume apenas à retirada de equipamentos e encerramento de contratos, ela também pode ser uma oportunidade para adotar práticas sustentáveis e minimizar os impactos ambientais.

A correta destinação dos resíduos de construção e demolição (RCD) é essencial para reduzir o desperdício e evitar descartes inadequados.

Materiais como concreto, aço, madeira e vidro podem ser reciclados ou reaproveitados em novos projetos, diminuindo a necessidade de extração de matéria-prima.

Além disso, o uso de tecnologias de rastreamento ajuda no gerenciamento sustentável dos insumos, garantindo que sejam reaproveitados da melhor forma possível.

Outro ponto fundamental é o cumprimento das regulamentações ambientais. A gestão adequada de licenças e a adoção de processos que sigam as diretrizes de construções sustentáveis contribuem para que a construtora fortaleça sua imagem no mercado e evite penalidades legais.

Como a tecnologia pode facilitar a desmobilização de obras?

A tecnologia tem sido uma forte aliada para garantir que a desmobilização de obras seja feita de maneira organizada e eficiente.

Softwares de gestão permitem o acompanhamento detalhado da retirada de equipamentos, a rastreabilidade de insumos e a automação de processos administrativos, como o encerramento de contratos e o arquivamento de documentações.

Outra vantagem é a digitalização de relatórios e checklists, que reduz o uso de papel e otimiza a comunicação entre os responsáveis pelo encerramento da obra.,

Com a integração de tecnologia e boas práticas de gestão, a desmobilização de obras se torna um processo mais ágil, econômico e sustentável.

Conforme falamos, a desmobilização da obra é de extrema importância, pois permite a reutilização de recursos em futuros projetos. Evitando desperdícios e reduzindo custos. Além disso, o processo garante que a empresa esteja organizada e pronta para se concentrar nas atividades pós-entrega

Vale lembrar que o empreendimento não acaba com a execução, é necessário dar a devida importância ao processo de entrega de chaves e assistência técnica. Quer descobrir como ter sucesso no pós-obra? Leia também o case da GPL.

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